
Em defesa do merecido ponto facultativo, o Sintramfor procurou o prefeito Eduardo Brás, na quarta-feira (26), para tratar sobre o assunto. Na ocasião, representantes do Sindicato expuseram ao prefeito a expectativa do funcionalismo. No entanto, Eduardo comunicou que já havia tomado a decisão de não decretar ponto facultativo para esta sexta-feira (28).
A alegação do prefeito é que a Prefeitura gastaria muito com horas extras se decretasse ponto facultativo, já que os serviços essenciais, de Saúde e de Limpeza Pública, não podem ser paralisados. A intenção, segundo Eduardo, é não onerar a folha de pagamento. Eduardo acrescentou ainda que não decretará ponto facultativo em nenhum dos dias que antecedem os feriados deste ano.
Mediante o posicionamento do prefeito, o Sintramfor se solidariza com os servidores que contavam com a folga, além de discordar com a justificativa apresentada por Eduardo. Para o Sindicato, a não concessão do ponto facultativo não gera economia, pelo contrário, é possível que os gastos com combustíveis, energia, telefone e demais despesas para manter o funcionamento da máquina pública fiquem muito acima do que se gastaria com horas extras, já que o Município teria essa despesa apenas os servidores que atuam nas áreas de serviços essenciais.
No entanto, o Sintramfor esclarece que o ponto facultativo é prerrogativa do Município, sendo que o prefeito pode ou não decretá-lo e que, portanto, o Sindicato não tem como recorrer, já que não existe nenhuma lei que obrigue a concessão da folga aos servidores.