Sintramfor apoia mais uma ação pró piso da enfermagem

Presidente pede para servidores irem ao trabalho vestidos de preto na próxima quarta-feira, dia 21, em solidariedade aos colegas; ele ressalta que o prefeito de Formiga já está providenciando o pagamento do piso para a partir de janeiro

Na tarde desta segunda-feira, dia 19, o Sintramfor apoiou mais um ato em favor do piso salarial da enfermagem. Durante a reunião ordinária do Legislativo, o presidente do Sindicato, Natanael Alves Gonzaga, usou a Tribuna da Casa e solicitou o apoio dos vereadores para a causa.  Ele estava acompanhando o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados e Filantrópicos de Formiga (Sintessfor), Paulo José, que também usou a Tribuna em defesa do piso.

Natanael explicou que a ação foi em apoio aos profissionais que atuam no setor privado ou institucional e salientou que para os servidores de Formiga, a Administração Municipal, após solicitação do Sintramfor, está tomando providências para pagar o piso a partir de janeiro.

Natanael e Paulo pediram que os vereadores se envolvam na causa pelo piso, cobrando dos deputados ações contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu, por 60 dias, a lei 14.434, que garantia o pagamento do piso a partir de 5 de agosto.

Mobilização

Nesta quarta-feira, dia 21, o setor da enfermagem fará uma paralisação nacional de 24 horas em defesa do piso. Em apoio aos profissionais, o Sintramfor pede que os servidores de Formiga e de Córrego Fundo usem roupas pretas no trabalho em sinal de solidariedade e apoio aos colegas prejudicados pela decisão do STF.

Em Formiga não haverá paralisação, no entanto, profissionais que trabalham na Santa Casa, filiados ao Sintessfor, farão uma mobilização, permanecente em frente ao hospital durante o dia, segundo Paulo José.

Entenda

A lei nº 14.434/2022 institui o piso salarial da enfermagem para auxiliares, técnicos de enfermagem, enfermeiros e parteiras, em agosto.

Os valores fixados são de R$ 4.750,00 para enfermeiros, R$ 3.325,00 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375,00 para auxiliares e parteiras.

No entanto, o STF recebeu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), buscando impedir a aplicação do reajuste.

No dia 4 de setembro, o ministro Roberto Barroso suspendeu os efeitos da lei do piso salarial da enfermagem por 60 dias, até que a viabilidade seja comprovada por estudos orçamentários.

Na última sexta-feira (16), o STF finalizou o julgamento sobre a suspensão do piso salarial da enfermagem, a maioria dos ministros votou aprovando a decisão de Barroso, portanto mantendo a suspensão do piso.

Em oposição à decisão do STF, os Conselhos de Enfermagem (Cofen/Coren) afirmaram que pesquisas financeiras sobre o piso já haviam sido enviados.

Além disso, profissionais de saúde se manifestaram em várias partes do País reivindicando o direito ao reajuste do piso salarial da enfermagem.

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